quarta-feira

AS FORMIGUINHAS DO AÇÚCAR

  
 “Há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando para a morte” (Provérbios 14:12).




  



Deixei a caneca onde eu havia bebido o café abandonada na mesa e só me lembrei de pegá-la algum tempo depois.  Ela deveria ser jogada na pia para ser lavada junto com os outros utensílios utilizados, mas observei que estava repleta de formiguinhas − dessas que costumam aparecer na cozinha. Percebi que, se a jogasse embaixo da torneira naquele momento, aqueles minúsculos insetos seriam imediatamente arrastados por uma correnteza poderosa até o ralo, o que para seus corpos significaria um abismo profundo e escuro de aniquilação.

Fiquei com pena das coitadinhas e deitei a caneca na mesa, para que saíssem e voltassem para o buraquinho onde moravam, que deveria estar escondido nas proximidades, em algum lugar sob os azulejos. Quando eu era criança, minha mãe me dizia para nunca matar formigas, pois são os bichinhos que mais trabalham. Foi daí que surgiu minha simpatia por elas.

Bati com as bordas da caneca na mesa por alguns segundos e muitas conseguiram escapar assustadas. Outras estavam tão sujas de açúcar que caminharam trôpegas, como se saíssem duma areia movediça doce, mas conseguiram fugir assim mesmo. Infelizmente, havia um terceiro grupo, daquelas que haviam ficado presas no açúcar endurecido do fundo. Fiz um esforço extra para salvá-las virando o recipiente de cabeça para baixo, sem me importar em estar sujando a toalha. Eu apenas queria ajudá-las.

Muitos corpos jaziam no fundo, numa cena tão trágica que teria saído nas primeiras páginas dos jornais, com transmissão ao vivo em todos os canais de TV, se elas fossem humanas. Só me restava a derradeira tentativa de encher a caneca com água e despejá-la no mármore da pia, para que alguma sortuda formiguinha moribunda pudesse se salvar boiando, mas já era tarde demais. Finalmente, lavei a peça em água corrente com sabão, sepultando para sempre as infelizes no esgoto do esquecimento total.

Pobres formigas! Elas imaginavam ter encontrado um oásis de doçura, mas não sabiam que estavam caminhando para a morte. Mergulharam no prazer fácil e imediato daquele punhadinho de açúcar no fundo da minha caneca e lá ficaram até que tudo ao redor endureceu e não puderam mais sair.

 Assim é o pecado fartamente oferecido aos homens todos os dias: acessível, convidativo, irresistível...Ele atrai com seu cheiro doce e muitos ali permanecem, banqueteando-se, sem perceber que estão afundando perigosamente num charco e que seu tempo de sair está se esgotando, até que não haja mais escapatória.

Fuja enquanto há tempo! Aproveite todas as tentativas que Deus está fazendo para ajudá-lo a sair da caneca açucarada que é este mundo. Aceite aquele convite do seu vizinho para ir à Igreja, escute as palavras que o seu amigo vive lhe dizendo, leia aquela Bíblia que sempre encontra no quarto do hotel... Jesus Cristo não é somente uma figura histórica do passado. Ele morreu para que você escape do grande abismo e tenha vida eterna.

Reconheça que é um pecador e, com sua boca, confesse que Jesus é o Seu Senhor, creia que Ele ressuscitou dos mortos e o convide para entrar em sua vida.
Faça isso agora. Não seja tolo como as formiguinhas do açúcar.



“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor (Romanos 6:23)






Iolanda Ribeiro


 #jesusteama

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