sexta-feira

Meu pé de maracujá
















Não é uma planta bonita, pois cresce de maneira torta e desproporcional, com uns galhinhos fininhos e tortos. Além disso, tem uma flor horrível e sem perfume, que me faz entender o sarcasmo de quem chama os outros de flor de maracujá.

Seus frutos ficam bonitos no começo, mas se enfeiam no final, parecendo que ficaram velhos e murchos. Mas é justamente aí, nesse momento de aparente decrepitude, que eles atingem o objetivo de toda a sua existência: ficam doces e me acalmam.

Há começos difíceis e trajetórias de aparente fracasso que, no final, dão frutos preciosos. O maracujá não apenas alimenta, mas torna as pessoas calmas, serenas e tranquilas. E, enquanto vai subindo pela cerca, enfrentando a fúria das lagartas, ele nos faz pensar em como é teimoso e valente.

Deus teve uma feliz idéia ao criar uma fruta tão interessante. As aparências enganam e nos dão surpresas alegres no final. Ninguém é tão feio, desengonçado, frágil e sem valor como se imagina. Todos podem dar bons frutos quando se entregam a Cristo.

Fique em paz, meu querido pé de maracujá. Você é muito importante no meio do pomar.

(I.Ribeiro)


"Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí" ( Jeremias 31.3).

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