sábado

A urgência era apenas uma florzinha azul

















Neste exato momento, há um número incontável de coisas maravilhosas acontecendo neste planeta. Existem crianças nascendo, anjos cantando e gente sorrindo. É uma pena que não haja tanto espaço nos jornais para registrar as alegrias como existe para as tristezas. Sei que há muito mais risos do que lágrimas no mundo, mas a felicidade não dá pontos no Ibope. É por isso existe tão pouca alegria nos noticiários.

Nunca me esqueci de uma passagem que li no livro O Grande Abismo, do C.S. Lewis. No Paraíso, uma das personagens vê uma fenda pequenininha no meio do gramado de um jardim e diz para outra: "O Inferno fica ali".

O Bem é infinitamente maior do que o Mal. A tristeza cabe dentro da alegria. Há muito mais coisas boas acontecendo em nosso mundo do que infelicidades. Se houvesse um gigantesco placar no Universo, haveria um registro em tempo real de que Deus está ganhando de goleada. Porque não existe o "Lado Negro da Força". Só existe um Deus e Ele está trabalhando até agora (João 5:17); todas as coisas cooperam para o bem dos que O amam (Romanos 8:28), porque Ele é recompensador daqueles que O buscam (Hebreus 11.6).

Ontem, quando estava muito ocupada, meu filho começou a me chamar de forma insistente e pediu que eu largasse tudo o que estava fazendo imediatamente. Ele queria me "mostrar uma coisa". Como disse que era urgente, corri para o pequeno gramado que temos em frente da casa, já certa de que ele poderia ter encontrado uma aranha enorme ou uma cobra (descobertas muito comuns onde vivo). Quando cheguei ao local, ele abriu um sorrisão e me mostrou a primeira florzinha que tinha nascido na planta trepadeira que compramos. A urgência muito urgente e urgentíssima era apenas uma florzinha azul.

Voltei aos meus afazeres pensando em como nós brasileiros somos felizes a maior parte do tempo e nem notamos - porque estamos concentrados em todo o Mal que chega via satélite, em cores e sinal digital. Penso que a maioria das pessoas passaria pela vida em completa e absurda felicidade se não tivesse acesso aos noticiários. Mas é exatamente o contrário do que acontece. Queremos ser bem informados e pagamos um alto preço por isso.

Nunca me esquecerei de uma cena muito comum na minha infância: a TV ligada, a família comendo e a guerra entrando na paz da gente.

Já que não podemos mudar o mundo, pelos menos, vamos olhar mais vezes para as coisas felizes que também estão acontecendo no planeta. Vamos ler o caderno B da vida.

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